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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Então.. É natal...


24 de dezembro de 2012.



     Natal. Gingerbread, pinheiros, neve, candy cane, Santa Claus e mistletoes. Meu primeiro natal longe de casa. Não fossem as irritantes musiquinhas que ando ouvindo todos os dias há um mês eu nem perceberia que o natal chegou! Porque natal sem farofa, arroz com passas (jantar de fim de ano sem ter que separar as passas do arroz não tem graça), chamonix da vovó, amigo oculto e a ansiedade para ver os presentes que estão embaixo da árvore não tem a menor cara de natal. Me disseram que seria uma das partes mais difícieis de se morar fora, aconselharam-me a não ver a família no skype na hora da ceia porque bateria uma deprê. Bom, nem se eu quisesse eu conseguiria, a diferença de fuso faz com que o natal aqui comece quando o do Brasil acabou. Hoje acordei e senti como se fosse um dia como qualquer outro, fui trabalhar e minha única preocupação era chegar em casa para preparar um salpicão para o jantar de mais tarde. Continuei tocando meu dia como um outro qualquer, e foi quando comecei a receber algumas mensagens de pessoas realmente queridas. A partir daí já não era um dia comum, meu coraçãozinho ficou na mão e eu me dei conta de quão importante é essa data.

      Eu não sou religiosa, mas agradeço muito à Deus por esse dia, acho que todos precisam de um dia no ano para passar com os mais queridos e  consequentemente se sentir querido também. Acho que esse é o clima no natal, cheio de amor! ;) Facebook cheio de fotos de famílias e ceias fartas. Passei o meu natal na casa de uns amigos da minha roommate, todos na mesma situação que a gente, ninguém era daqui. Chegamos o mais próximo que conseguimos do natal, com peru, jogo para trocar presentes, abraços de merry christmas (ou no caso Feliz Navidad porque era todo mundo latino) e musiquinhas para embalar. Não, eu não tive um natal como estou acostumada, mas senti um carinho imenso e lembrei de todo mundo que amo. Definitivamente é uma das partes mais difíceis de um intercâmbio, mas cheio de aprendizado como todos os dias! Até porque é uma delícia, mesmo de longe se sentir amada e querida! Então, é natal, e a todos aqueles que moram no meu coração e também os que estão na mesma situação que eu: aproveitem para ver o natal muito além do Papai Noel, e sim do amor em  toda a sua essência. J Feliz Natal, Merry Christmas (e agora Feliz Navidad también.. jajajaja) 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De mãos dadas com a vida - What about life meaning?!


     Eu sempre tive um problema com horários (assim como metade da população brasileira tem! Hahaha). Estar atrasada para as coisas já é rotina, e agora é ainda pior. Além de estar em um país que não admite atrasos, eu tenho que administrar essa minha tendência com o horário do ônibus, que eu acabo sempre perdendo! LEntão, para evitar problemas futuros, eu decidi que daqui em diante vou chegar no trabaho meia hora antes. Bom, 30 minutos de nada pra fazer no local de trabalho parece meio torturante, por isso eu resolvi comprar um livro pra ler antes de cada turno.  Odeio sinopses, tanto de filme quanto de livros, acho que acabam por estragar o mistério. Logo, eu só descubro do que se trata quando começo a ler. Meu novo livro já começou mal. Eu o escolhi pelo autor, já li alguns livros dele e adorei, mas logo na primeira página pude perceber que se tratava de um livro triste. Trata-se de um cara já nos seus setenta e poucos, que descobre que tem uma doença fatal e começa a pensar no sentido da vida. Não que eu não goste de ler sobre o sentindo da vida, esse tipo de livro geralmente é profundo e nos leva a pensar. Mas não é exatamente o que eu estava planejando pensar por agora. A primeira coisa que me veio na cabeça foi ‘que péssimo ‘timing’ para esse livro!’.  O problema é que eu me impression muito fácil com as coisas. Se leio uma história de amor fico com vontade de me apaixonar, comédias me fazem querer sair pra me divertir e histórias de câncer me deixam apavorada, com medo de ficar doente ou ter alguém com câncer na família. Então, eu não queria começar a pensar sobre a morte na época em que me sinto mais viva do que nunca!

     Eu estava sentada, tomando um café e lendo meu livro quando um senhor veio falar comigo, como se nem percebesse que eu estava lendo alguma coisa ali. Ele veio com um sorriso aberto e falou ‘A melhor coisa de estar no fundo do poço é que não se tem pra onde ir senão pra cima!’. Continuou falando sobre estar triste ou coisas do tipo, quando de repente parou, olhou pra mim e disse ‘bom, você não parece alguém que esteja deprimida.’( Acertou em cheio senhor, estou longe da depressão.) Apenas meneei a cabeça e ele me falou que era o sortudo da família. ‘Meu pai era fumante e morreu de cancer no pulmão, eu não fumo. Minha mãe era alcóolatra e acabou com cirrose, ainda bem que eu não bebo. Meu irmão morreu num acidente de carro, o que nunca vai acontecer comigo porque eu não dirijo. Então ele me disse que era o mais ‘em forma’ da família, listou e descreveu todos eles (os que ainda estão vivos). Me mostrou sua bicicleta e todos os aparatos de proteção que tinha para pedalar (incluindo o capacete mais hi-tech que eu já vi, colete que brilha, lanterna dianteira, traseira, rasteira e o que mais existia no mundo em termos de segurança). Foi aí que ele percebeu que eu era uma estrangeira e tinha uma expressão de ‘Não tô entendendo nada do que vc tá falando’ e decidiu ir embora. Vestiu o melhor sorriso, me desejou toda a sorte do mundo e foi embora.

      Meu inglês não é tão bom, por isso não entendi absolutamente tudo o que ele falou. Porém pude lê-lo claramente e tirar uma grande lição de tudo isso. Eu percebi que esse homem amava a vida, o que o fez ter muito medo da morte. Contudo, esse medo o levou à depressão e a vida não é tão boa para os deprimidos. Então, qual é a razão para se proteger da morte?! Viver pela metade não basta, pois sempre terá algo para se arrepender, algo que você gostaria de ter usufruído mais para a vida ter valido a pena. A verdade é que a morte é inevitável e está em qualquer lugar. É tolice tentar se proteger dela. O que podemos fazer é dar o máximo para termos uma vida agradável. Evitar cigarros para não ter câncer de pulmão é válido, não porque o câncer pode te matar, mas porque a vida torna-se muito dolorosa e não vale a pena os maços que foram consumidos. Não beber em excesso para não se tornar um alcóolotra, pois não há nada pior do que viver dependente de algo químico. Não dirigir é uma opção, não para evitar acidentes, mas para ser mais saudável. Afinal de contas, acidentes podem acontecer com carros, bicicletas ou até mesmo em casa (o lugar que geralmente consideramos o mais seguro no mundo). Sim, eu comecei a ler um livro sobre a morte, e nunca havia dado tão pouca atenção à ela como agora. A vida também é um ponto de vista, e é tudo o que tenho. Portanto,  no que depender de mim, farei com que seja sempre a melhor possível! J




     I’ve always had a problem with timing (just like most of Brazilians do). Being late for things is certainly a routine for me, and now is even worse because I have to manage the bus schedule with mine. To avoid getting in trouble I decided to go to work half hour earlier from now on, and to spend that time before my shift I just bought a book. I hate reading synopses, either of books or movies; they ruin the mystery of it. So, I only find out what the content is when I start to read it. My new book started in a bad way; I’ve chosen it because I already knew the author and loved his books. But I could see already in the first page that it was a sad book. As cliché as it could be, it is about an old man that discovers a bad disease and start to appreciate life. Not that I don’t like stories about life meaning, they are usually deep and make you think about it, but it’s not what I was expecting for now. My first thought was ‘What a bad time for this kind of book’. The thing is that I get easily impressed with everything. If I read love stories I feel like falling in love, comedies make me want to have fun, cancer stories let me worried about being sick, or even worse, have someone sick in the family. So, I didn’t want to start to think about death at this moment of my life, that I feel more alive than ever.

     I was sitting by myself drinking my coffee and just starting to read the book when an old guy started to talk to me; as if he didn’t care I was reading something. He came with a happy expression in his face and said “the best thing about being at the bottom is there’s nowhere to go, but up!” and kept talking about being sad or something like this when he suddenly stopped, looked at me and said ‘well, you don’t look like someone who is depressed’. You’re damn right Sir, I’m not depressed at all. He told me that he is the lucky one on his family “my father was a smoker and died with lungs cancer, I don’t smoke. My mom was an alcoholic and died with cirrhosis, thank God I don’t drink. My brother died in a car accident, and will never happen to me, because I don’t drive.” Then he just told me that he was the one in best shape on his family, made a list of everybody and described them all! Showed me his bicycle and every protection he had for riding, and when he realized that I was a foreign and had a ‘what-are-you-talking-about?’ expression on my face he decided to leave. Dressed his best smile, wished me the best luck in life and left.

      My English is not that good, so I couldn’t understand everything he said, but I could clearly get his point and it was a good lesson for me. I realized that this guy loved life, which made him so afraid of dying, but this fear made him depressed and life is not that good for depressed people. So what’s the point protecting ourselves from death?! Half living is not enough, there will be always something for you to regret, something you wish you have lived to make dying worth it. The thing is death is everywhere, nobody can avoid it, and it’s pointless to try to scape anyhow. What we could do is just make sure we have a pleasant life. Avoid cigarettes for not having lungs cancer, I agree, but not because you can die of cancer, but because it’s too painful and isn’t worth it. Not drinking for not become an alcoholic, sure, that is nothing worse than depending on some chemical. Not driving is an option, not only to avoid accidents, but for being healthy. By the way, accidents can happen anyway, either in your car, on bicycle or at home (what we usually think is about the safest place in the world). Yes, I started to read a book about death and I couldn’t care less.  Life is also a point of view, and it’s all that I have, so I’ll make sure it’s always the best. J




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Em cima do muro


        
     Nunca me decidi se acredito em horóscopo ou não, assim como ainda não estou certa sobre minha religião e não tenho tanta certeza de qual é a minha exata profissão... Acho que se pedissem para que eu me descrevesse em uma palavra eu seria a ‘indecisão’ em pessoa! (Isso se eu conseguisse decidir uma palavra para me descrever né?!) Acontece que essa indecisão, que me impulsiona a fazer tudo, é a mesma que me segura para trás e me faz largar as coisas no meio do caminho (assim como esse post, que eu comecei há duas semanas atrás e não consegui terminar...)

      Esses dias eu li um post num blog que eu achei super interessante. Segundo Natalia Klein, dona do blog Adorável Psicose, nós sofremos da ‘síndrome do parque de diversões’. Trata-se de uma analogia interessantíssima que ela faz da vida com um parque de diversões, em que as pessoas estão em um brinquedo mas não tiram o olho do próximo. Me indentifiquei demais. Não que eu não esteja curtindo a minha montanha russa, pois se duvidar entraria na fila para ela várias vezes. Ela certamente é um dos brinquedos mais populares, com graaandes descidas e até loopings em que você fica de cabeça para baixo. Dá um medo danado, mas você não se importa porque o friozinho na barriga antes de cada volta é o que te impulsiona. Mas não consigo deixar de pensar no tanto de coisas que o parque me oferece depois daqui. Quem sabe uma roda-gigante, bem suave, um barco fantasma, um elevador que cai... São muitas opções.

     A verdade é que eu nunca fui tão feliz como nesses últimos quatro meses da minha vida (frase bem comum em cartões de aniversários de namoro... hahaha, embora no meu caso, o namorado seja inexistente). Aliás, poderia fazer um cartão para mim mesma: ‘Fernanda, obrigada pelos últimos meses que passamos juntas, você é incrível, nunca ninguém me fez tão feliz como você me faz. Mesmo com suas loucuras e indecisões diárias você é uma ótima companhia!’. Nunca passei  tanto tempo sozinha como passo aqui. Minha vida inteira eu estava à procura de companhia para fazer o que quer que fosse, e quase sempre tive essa companhia. Não reclamo. E o pior é que, muitas vezes, se não tivesse companhia, eu simplesmente não fazia.  Desde que embarquei nessa jornada alguma coisa mudou em mim. Acho que eu me conheci, e descobri que, afinal de contas, eu não sou de todo má. Nunca imaginei que fosse não só curtir fazer as coisas sozinha, como muitas vezes preferir estar só. Não que eu tenha virado anti-social. Muito pelo contrário, deixei de ser bicho do mato e aprendi que qualquer lugar é um potencial para se fazer amizade. Já fiz bons amigos em bares (quem não faz?), McDonald’s, skytrains e elevadores. Toda esquina é propícia para se conhecer alguém, basta sair da toca.

     Acontece que, mesmo curtindo muito essa minha vida na montanha-russa, eu não consigo evitar de pensar no que vem pela frente. Ainda é cedo, eu sei, principalmente para a minha cabeça, que muda a cada segundo. Mas todo dia quando estou voltando do trabalho, especialmente quando olho para essa vista , algo me instiga a pensar no ‘e depois?’. Eu me sinto com o mundo aos meus pés. Tenho idéias malucas como ir pra Montréal aprender francês, ou talvez Argentina estudar espanhol, como também lembro de casa e de um futuro mais certo. O que me deixa louca é que eu não tenho nada que me segure em lugar nenhum. Não tenho previsões, não tenho expectativas, estou numa ponte, mas não sei pra onde. Às vezes a sensação que tenho é a de que estou tirando umas férias de minha própria vida. Também penso que isso aqui não é vida real, não pode ser. E o irônico disso tudo é que eu nunca passei tanto perrengue como estou passando aqui. Nunca fiquei tanto tempo em um hospital (e sozinha!), nunca estive tão sem dinheiro, nunca passei tanto frio... Mas também nunca tive tanta alegria de VIVER. Aqui eu tenho o meu cantinho, eu compro a minha comida, eu vivo a MINHA vida e isso não tem preço.

      Enfim, enquanto o verão não chega o melhor é aproveitar as voltas que me restam nessa  montanha russa e me preparar para os próximos brinquedos. Antes que a alta temporada  chegue e traga com ela muitos turistas para disputar o meu parque de diversões... Carpe Diem! 

domingo, 4 de novembro de 2012

1/4 de vida





4 de novembro de 2012.


    Há exatos 3 meses eu desembarquei nesse país e comecei uma aventura aqui. De início fiquei deslumbrada, a cidade é linda, as pessoas MUITO educadas e tudo funciona perfeitamente. Agora, depois de um pouco mais de convívio, eu acabei mudando um pouco minha cabeça. Não estou mais tão estarrecida, diria que me apaixonei por isso aqui! Muitos me disseram que eu iria me entediar, perceber os defeitos, ou coisas do tipo, mas, mesmo com a mudança no clima e a chegada da rotina eu continuo em lua-de-mel com Vancouver.

    No começo de Outbubro o clima virou completamente! Literalmente do dia pra noite a temperatura caiu de 22°C para 13°C e nunca mais parou de cair. Junto com o frio chegou a chuva, e eu descobri que não estava nem um pouco preparada para isso. Todo mundo sabe que eu venho de uma cidade que só chove umas 2 semanas por ano! Hahaha Sem contar que o maior frio que passamos é nas festas juninas, e digamos que chega a uns 15°C e já congelamos! Então, tive que sair às pressas para comprar roupas de frio e waterproof para não virar picolé! Meu orçamento se foi pela metade! Os primeiros dias desse clima foram beem complicados! Dor de cabeça, ouvido, e mau-humor por uma semana. Minha roomate um dia me falou ‘ei, vc sabe cadê a minha roomie? Pq não foi essa que eu chamei pra morar comigo!’. Sim, o frio, ou melhor, a chuva conseguiu ME deixar de mau-humor. Maaaas, graças a Deus o ser humano se adapta a tudo! O guarda-chuva virou um acessório de moda, quero comprar um de cada cor! É uma gracinha todo mundo na rua andando com sua umbrella... Não saio mais sem minhas galochas e nunca imaginei que fosse usar um casaco de couro com tanta frequencia como agora. Criei um carinho pelo tempo frio (pela chuva ainda não, por enquanto eu só suporto, e olhe lá! Kkkkkk) e já não congelo mais quando saio na rua aos 5°C. Mas como todos me dizem por aqui, isso é só o início, espere só para ver como vai ser o inverno!

    Poderia passar mais 3h falando do clima (que é um dos tópicos favoritos dos canadenses.. ¬¬), mas acho que vocês não estão tão interessados e eu tenho muito mais coisas para contar.. Estive meio ausente do meu blog, mas foi por um motivo bem nobre, meu novo emprego! Eba, consegui um emprego!! Como disse, meu orçamento se foi pela metade comprando roupas de frio e eu não estava esperando por esse furo, então começou a bater um desespero. Fui numa entrevista de emprego em uma espécie de supermercado gourmet (www.urbanfare.com) e acabei sendo contratada. A princípio era para ser um emprego part-time, em que eu trabalharia apenas 3 vezes por semana. Mas eu acho que eles gostaram de mim, porque estou trabalhando bem o drobro de todo mundo que foi contratado junto comigo. Esse emprego não é o dos meus sonhos, ganho o mínimo e é longe da minha casa. Porém, vamos pegar o lado bom das coisas né?! O interessante de lá é que eu sou uma das únicas que não é canadense, o que está sendo ótimo para o meu inglês e para o meu social, é claro. Outra coisa legal é que eu realmente acho que eles foram com a minha cara, porque eu fui a única que foi treinada em três áreas diferentes, então acabei aprendendo muito mais! Eu trabalho no restaurante, no caixa e na ‘deli’, que é onde tem todos os tipos possíveis e imagináveis de presunto, salame, bacon e afins.... Não é um trabalho difícil e nem muito ativo, mas tem uma parte que é bem interessante para mim: todo dia temos que fazer amostras dos nossos produtos para os clientes, e para tal podemos fazer o que quisermos! Podemos usar QUALQUER produto do mercado e usar quantos ingredientes quisermos. Imagina se eu não fico que nem pinto no lixo, olhando praquelas prateleiras, cheias de coisas sofisticadas, coisas que não existem no Brasil, e com carta branca pra fazer qualquer experiência gastronômica que eu quiser? AMEI!  Outro dia fiz uns nachos de chocolate que foram um sucesso, no final do turno todo mundo tava me perguntando a receita e quando eu cheguei no dia seguinte alguém tinha feito como amostra de novo! Aliás, essa semana estamos fazendo uma semana do chocolate lá, e fizemos até bacon coberto com chocolate (sim, as duas melhores coisas do mundo no mesmo palito, é BOM!)

    Bom, o trabalho preenche metade do meu dia e é culpado por metade do meu cansaço, mas a grande culpa na verdade é da escola. Aí que mora a minha maior frustração! Sim, eu vim pra cá mais no intuito de viver do que de qualquer outra coisa. Se eu não precisasse fazer um curso para poder ter o visto de trabalho eu não faria. Sinceramente, eu aprendo mais inglês no trabalho do que na escola. Todo dia é uma tortura acordar cedo para ir pra aula para chegar lá e ser a única que participa na turma da manhã e de tarde ter aulas bobas que só servem pra encher linguiça. A sensação que eu tenho é que estou perdendo o meu tempo! Eu escolhi uma escola com menos brasileiros, justamente porque queria fugir deles! Hahahaha Eu vim para outro país para falar outra língua e conhecer outra cultura né?! Mas acabei percebendo que é muito complicado! O pessoal da escola é difícil, não sei nem achar uma palavra para classificá-los. Eu não quero ser preconceituosa, mas é MUITO difícil de conviver com certas culturas. Eu sou muito aberta, converso com eles durante as aulas, mas não sai disso, não vira amizade, é simplesmente complicado. Talvez o choque cultural seja muito grande.
    Me restam meus queridos amigos brasileiros, que são pau pra toda obra e minha roomate. Minha relação com ela é ótima, apesar da nossa rotina quase que oposta nós temos tempo de conversar todos os dias. Vamos juntas à academia, shopping, e ficamos vendo filme até tarde quando dá! Sem contar que estou aprendendo bastante sobre a cultura peruano, afiando o meu espanhol e treinando meu inglês também! Nos divertimos muito juntas e isso ajuda também a amenizar um pouco a saudade de casa. Minha casinha aqui eu já até posso chamar de lar (um lar CARO, mas um lar... hahahahah) Estou com saudades do Brasil, mas por Brasil leia-se ‘família, amigos, farofa e brigadeiro’, por enquanto mais nada me faz falta, to in love com esse lugar e minha vontade era trazer todo mundo pra cá! Quem sabe um dia eu não consigo?! 

Ps.: eu não sei pq tá essa cor de fundo do texto e eu não consigo mudar e tenho q sair pro trabalho, sorry... ;///

sábado, 6 de outubro de 2012

Contos de fatos - Cada esquina um Homeless


    Há quem diga que a vida de homeless por aqui não é assim tão ruim. Eles recebem apoio do governo, como abrigo, comida, roupas, academia (tem até aula de yoga) e até DINHEIRO. Além, é claro, do sistema de saúde daqui que todo mundo já sabe que é ótimo, seja pra quem for... Ah, e eles também podem andar de ônibus de graça, pra onde bem entenderem... Não é à toa que Vancouver é a cidade com mais homeless por m² da América do Norte. É, literalmente, um homeless por esquina. Mas se eles tem todo esse apoio porque eles ficam nas ruas? Essa história me intrigou desde que eu cheguei aqui e depois de dois meses os observando eu percebi algumas coisas...

    Não tem idade e nem tipo físico para morar na rua, mas em contraste com os do Brasil, você simplesmente não vê criança de rua, NENHUMA! A maioria é jovem ou de meia idade, e chega a ser irritante porque você vê que são pessoas que são capazes de trabalhar, simplesmente não querem. Também um pouco diferente do Brasil, eles pedem sim dinheiro, mas geralmente ficam na deles, com plaquinhas de pedidos, ou só perguntam se você tem um trocado. Jamais perguntam para os carros na rua, e eles te deixam em paz, não te fazem sentir mal por não ajudar. Algumas coisas me chamaram mais atenção: muitos tem cachorros (descobri que eles ganham um pouco a mais se tiverem cachorro, hahaha como uma bolsa família para o dog!), e fiquei impressionada com o número de cadeirantes ou que usam muleta ou coisa do tipo...

    Como ainda não tenho mesa na minha casa, eu adoro almoçar na janela do meu quarto observando o movimento na rua. Hoje vi uma briga entre dois homeless, um na cadeira de rodas e outro com uma muleta... Eles gritavam e discutiam sobre alguma coisa que parecia importante, provavelmente um roubou o ‘ponto’ do outro... Brigas de homeless são até comuns por aqui... Mas essa me chamou a atenção porque os caras estavam realmente irritados e gritando demais... De repente, o que estava com a muleta a tirou do chão e apontou na cara do cadeirante. Já pensei logo ‘poxa, golpe baixo!’ Só que o da cadeira de rodas simplesmente levantou e arrancou a muleta da mão do outro. Na hora entendi o porquê de tantos ‘deficientes’ de rua. O acesso a uma cadeira de rodas ou a muletas é muito fácil e isso deve ajudar bastante no orçamento deles, apelando para a piedade do povo, é isso aí! Hahaha

    Engraçado é que no Brasil você anda na rua com um pouco de medo que alguém apareça pra te assaltar e geralmente se incomoda um pouco quando passa por algum morador de rua. Aqui é tão comum e eles são tão na deles que você acaba por não se importar. O problema é que junto aos homeless tem os drogados. A história dos drogados é ainda mais interessante. Eles tem também abrigos e todos os auxílios que os homeless tem. Mas eles têm um lugarzinho em uma das ruas bem no centro daqui (que são +- 8 quarteirões) onde eles têm toda a liberdade para usar as drogas deles. Existem até clínicas que dão a droga e os ajudam a injetar (o argumento do gorveno é que com isso eles previnem doenças por reutilização de agulha ou más condições de uso e aplicação da droga.. Oo) Eles ficam sim na rua, e às vezes dá medo quando cruza com um deles. Mas eles não podem fazer nada com ninguém. Se algum drogado mexe com alguém passando na rua, ou é violento, ele perde todo o direito e suporte do governo. Justamente por isso eles tem um senso de comunidade muito grande. Quando um está mais agitado os outros o levam para longe da rua.

    Eu já cruzei com alguns na rua que me deixaram com histórias para contar. Primeiro foi uma velhinha muito doida que me parou e começou a falar comigo alguma coisa que não entendi. Nessas horas eu sempre uso a tática do ‘yo no hablo inglês’ hahaha Como não fiz o que ela queria, e eu nem sabia o que era, ela praguejou alguma coisa e foi embora. No dia seguinte eu encontro a MESMA velhinha, só que em outro bairro. Ela vem na minha direção e diz que lembra de mim do outro dia, me manda ir para aquele lugar e vai embora. E eu juro que até hoje eu não sei o que eu fiz para aquela velhinha me odiar tanto.

    Teve uma outra que me deixou apavorada. Era de madrugada e eu estava esperando o ônibus para voltar do trabalho pra casa. Eu estava no celular e mesmo assim uma mulher veio falar comigo! Ela estava com a pupila beeeem pequenininha e os olhos super arregalados, chegou bem pertinho de mim e olhou no fundo dos meus olhos. Como eu estava no telefone fiquei tentando dar voltas, mas ela me perseguia e sempre olhava no fundo dos meus olhos. Começou a falar que a mãe dela tinha morrido e ela precisava de 20 dólares para dormir num hostel. Eu falei que não tinha e não entendia inglês, grande erro! Ela começou a falar e fazer gestos para me fazer entender... Cada vez chegava mais perto e olhava mais fundo nos meus olhos. Me deu até um calafrio ruim, credo! Até que, graaaças a Deus, meu ônibus chegou. Eu corri pra dentro e nunca mais vi essa mulher na minha vida. Pegar ônibus naquela parada é a única coisa que me dá medo na noite daqui. Fora isso é tranquilo...

    Antes de vir pra cá eu assisti um documentário muito interessante e indico para todo mundo. Por coincidência, ontem eu vi o cara do documentário na rua e fiquei doida pra falar com ele. Demorei um pouco e acabei falando em português, ele não sacou que era com ele! Hahahaha Enfim, o documentário está em inglês, não achei com legendas. Super recomendo para quem, como eu, ficou intrigado com a história dos homeless daqui. Chama-se Streets of Plenty e é só clicar no nome aí que ele passa online mesmo! Volto depois com mais histórias! J







segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Contos de fatos - Vancouver, cidade cenário


    Sempre fui observadora  e curiosa, desde pequena.. Minha mãe costuma contar que eu era uma criança que encarava todo mundo, deixando ela até envergonhada... É claro que quando eu cheguei aqui em Vancouver, com tanta coisa diferente, misturas de culturas e gente de todos os tipos, essa característica se acentuou (não, eu não encaro as pessoas por aqui, aprendi a disfarçar, eu acho! Hahaha).

    Vi tanta coisa diferente que de repente só ver não era mais suficiente... Resolvi então fotografar e criar o projeto Anonymous Vancouver. A proposta era colocar uma foto por dia das pessoas diferentes (ou nem tanto..) que eu via nas ruas por aqui. Não consegui fazer com que fosse diário porque tirar fotos de pessoas sem prévia autorização não é tão simples (cheguei a levar um esculacho de uma mulher que achou que eu tava tirando foto dela). Mas por trás das fotos sempre tem uma história. Comecei então a escrever sobre as fotos, e de repente tirar fotos começou a ser mais complicado ainda. Aqui ando a pé a maior parte do tempo, o que é muito bom para observar as coisas. Por outro lado, minha câmera não é das mais leves, então nem sempre tenho a oportunidade de fotografar tudo o que queria. Ainda bem que sempre gostei de escrever desde pequena também! Assim guardo os momentos que não consegui registrar em foto...

    A minha idéia agora é começar um pequeno projeto de relatos (fotográficos ou não) de casos ou coisas que vejo pelas ruas de Vancouver... Tenho muita dificuldade em manter um compromisso, então não vou me comprometer a postar toda semana, ou todo mês... Simplesmente estou criando uma coluna de pequenos contos, e colocarei aqui a medida com que forem acontecendo...

    Vou começar então falando um pouco dessa cidade cenário. Outro dia estava voltando pra casa de madrugada quando me deparei com uma rua em estado de caos... Alguns carros destruídos, um monte de coisa no chão, não entendi nada, parecia um cenário de guerra no meio de uma cidade tão pacata... Foi quando olhei um pouco melhor e vi dois caras lutando com uma espécie de espada! Oo Entendi melhor o que tava acontecendo quando vi mais um monte de câmeras em volta... Era uma cena do filme 3D do Metallica (que por sinal eu fui no show de gravação! ;D)

    Antes de vir pra cá eu andei procurando alguns filmes e seriados que foram filmados aqui, aquela coisa de curiosidade, tudo que era relacionado a Vancouver eu tava assistindo... Mas é claro que olhando na telinha você nunca tem noção do que realmente é. Até que ontem fui comprar verduras e não pude entrar no mercadinho porque estavam gravando uma cena de Fringe na frente! Fico me perguntando que dia que eu vou abrir a janela e o Gael Garcia ou Brad Pitt vão estar fazendo um filme embaixo do meu prédio! Hehehe

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Morando BEM 'na gringa'


    Dizem que a primeira impressão é a que fica... Mentira! Se a primeira impressão que tive do Canadá (leia-se: da minha primeira casa no Canadá) fosse a que permanecesse eu já estava no Brasil de volta há muito tempo! Para a minha sorte a família conseguiu reverter a imagem da casa para mim! Naquele dia eu estava decidida a ir embora, bati o pé com a empresa para arranjarem uma casa para mim o mais rápido possível, mas no final do meu primeiro dia eu já tinha criado um carinho tão grande pela família que parecia compensar ficar lá! Eu mal tinha chegado e eles já me levaram para uma festa de família, no dia seguinte me levaram para almoçar num restaurante delicioso! É isso aí, digamos que é fácil me ganhar pela barriga! Descobri uma coisa muito importante sobre mim, eu posso morar em qualquer lugar, desde que a comida seja boa!!! Hahaha As coisas foram ficando menos feias do que pareciam, as russas só ficariam mais uma semana, então logo teria o banheiro só para mim e a escola me devolveria o dinheiro, que era uma quantia considerável. Sem contar que além da casa e da comida eu tinha também minha roupinha lavada (e dobradinha) toda quarta-feira! Easy! ;]

    Mas o tempo foi passando e eu fui percebendo outras coisas além do (des)conforto da casa. Fui fazendo amizades e morar longe do centro começou a ser um problema. Todo dia tinha que acordar muito cedo e carregar uma mochila enorme porque passaria o dia na rua. Levando em consideração que da minha homestay para Downtown (centro) levava de 30 a 60 minutos, dependendo do horário do ônibus, além de cansar eu comecei a gastar muito dinheiro para comer na rua. Sem falar no fim de semana, em que eu tinha que sair na melhor parte da “balada” porque o último skytrain saia 1am. Decidi procurar apartamento mais cedo do que estava planejando! Na minha segunda semana de Vancouver eu já tava vendo uma kitinete velhinha para dividir com mais 3 pessoas e achando o máximo porque tava barata.

    Vou dizer que achar um apartamento foi uma das partes mais difíceis por aqui! O caminho mais fácil é o ‘Craigslist’, oitava maravilha tecnológica do mundo moderno. O Craigslist é uma espécie de classificados virtual em que você pode anunciar desde meia furada até apartamento ou vaga de emprego. No começo eu ficava um pouco receosa, porque qualquer pessoa pode anunciar qualquer coisa, mas depois eu vi que aqui todo mundo usa, a maioria é confiável! Hehehe Todo dia mais de 15 apartamentos apareciam na lista, e eu tinha que selecionar e entrar em contato com uns 10 para que pelo menos 3 me respondessem, fiquei craque em marcar visitas e pechinchar aluguel.

     Como vou passar um ano, não queria morar em qualquer lugar ou correr o risco de dividir com pessoas que fossem passar só um tempinho e depois me abandonar com o aluguel inteiro na mão. Juro que não me importo de dividir apto, ou até mesmo quarto com alguém, mas morando há apenas duas semanas eu não tinha conhecido ninguém que fosse ficar tanto tempo quanto eu e muito menos tinha feito uma amizade interessante para dividir um quarto comigo. No começo eu tinha a ilusão de que conseguiria morar sozinha, até eu descobrir quanto isso custava. Com o tempo fui vendo que o apartamento seria o de menos, o importante era morar no centro. Depender de ônibus, por melhor que seja o transporte público aqui, sempre vai ser chato!

    Foi aí que eu conheci a Jú, nos conhecemos por um amigo e justamente no intuito de dividirmos apartamento... Vimos apartamentos grandes, que teríamos que catar umas pessoas na rua para dividir com a gente. Vimos outros lindos, mas muito pequenos ou muito caros para dividirmos entre nós duas. Depois de duas semanas procurando já estávamos exaustas, meu tempo de homestay estava se esgotando, então resolvi estender por mais 2 semanas. Nosso desespero começou a crescer e chegamos até a ver uns hotéis aqui com banheiros compartilhados e uma cama menor que de casal, mas que o aluguel cabia no bolso, para nossa sorte não tinha mais vagas! Hahaha Também nos deparamos com umas figuras que anunciavam o apartamento e se diziam missionários que estavam na África, que assim que fizéssemos o depósito do primeiro mês de aluguel e o ‘damage deposit’ (é uma espécie de cheque caução, em que você paga metade do aluguel em uma parcela só e quando você libera o apartamento eles te devolvem o dinheiro), eles mandariam a chave, que estava com eles na África. Acho muito engraçado porque já conheci gente que caiu nesse golpe! Depois dizem que brasileiro é que é espertinho e caloteiro né?!

    O problema é que quando comecei a trabalhar fiquei totalmente sem tempo para qualquer coisa, principalmente para ver apartamentos. Mas o caminho de volta pra casa e a demora pra chegar no centro foram começando a ficar insuportáveis. Meu período, já estendido, na homestay acabava no sábado e eu não tinha nada em vista. Resolvi que ia para a residência estudantil (que tinha um cheiro pior do que minha casa, o quarto era compartilhado, mas pelo menos era no centro!!), mas eles só tinham vaga para uma semana! Depois de uma semana, se eu não achasse nada seria considerada oficialmente homeless, o que não é tão mal, dado aos benefícios que o homeless tem por aqui (joking, eu vou falar sobre eles em algum post). Resolvi apelar para uma sessão do craigslist que eu realmente não queria, que era em que estavam alugando apenas o quarto, em casas que já moravam outras pessoas e que eu não tinha idéia. Me chamou atenção o anúncio de uma menina que dizia ter 20 anos e morar sozinha na sala da casa, estava então alugando o quarto. Só mandei msg para ela porque era bem perto do meu trabalho e ela concordou que eu fosse ver o apartamento tarde da noite, que era o único horário que eu tinha. Sem expectativa nenhuma fui lá! Cheguei no apartamento e era muito legal!!! O quarto era grande, tinha uma janela enorme, cama de casal confortabilíssima, um armário bom e a dona da casa uma gracinha! Fiquei doida querendo morar lá! O aluguel não era tão barato, estava exatamente no preço máximo que eu estava disposta a pagar, pensei em ligar pra Jú para dividir o quarto comigo, mas a dona do apê disse que colocou esse preço justamente para dividir só com uma pessoa! No final da visita ela me disse que outra menina também tinha ido ver o lugar e que ela teria que decidir, me ligaria no outro dia...

    Claro que passei o dia seguinte inteiro olhando para meu celular, me sentindo uma adolescente que espera o cara ligar no dia seguinte. Era sexta-feira, e dependendo da resposta dela eu nem teria que ir para a residência. Precisava de uma notícia até meio dia, mas deu uma da tarde e nada.. É, tava muito bom para ser verdade... Resolvi que eu ia ligar pra ela então, ela não atendeu... De novo me deu aquela vontade de chorar, de volta à estaca zero! Uma coisa que percebi é que sempre que me dá vontade de chorar alguma coisa boa acontece! Hahahaha Quando já tava toda cabisbaixa recebi uma msg dela ‘desculpe, não vi o horário, você parece ser uma ótima roomate, sinta-se bem-vinda para se mudar’. No dia seguinte eu estava de mala e cuia, prontinha para me mudar!

    Cheguei no meu apartamento novo e as coisas foram melhores do que eu esperava, estou morando há uma semana no centro e minha vida já praticamente mudou! Começando pela parte de que agora eu vejo a luz do dia! Hahahah Minha cama é mesmo uma delícia, tenho uma TV no meu quarto, posso fazer tudo a pé, tem um supermercado atravessando a rua (no qual eu vou umas 3 vezes por dia, descobri que eu amo fazer compras...), um McDonald’s  24h (que eu não como, mas é muito legal dizer que tem... hahaha) e eu moro a 2 quadras da praia!!!! Meu apartamento é na  rua gay de Vancouver, em que as paradas de ônibus são cor de rosa e os anúncios geralmente contém fotos de homens se beijando! O astral aqui é ótimo! Na mesma rua tem minha padaria favorita e várias opções de restaurantes até baratinhos.

   Outra sorte que dei foi ter encontrado a minha roomate, uma peruana muito legal. Nos demos bem desde o início, já cozinhamos juntas, saímos para festa e tô até aprendendo espanhol! Espero de verdade ter tirado a sorte grande no quesito moradia, dói a cabeça só de pensar em ter que me mudar! E quem quiser me visitar está convidado, só avisa antes para eu colocar o pão de queijo no forno!